desassosego
Hoje é um daqueles dias, inquietos, arteriais, onde os segundos parecem saltar do relógio, é um dia do desassossego, queima-te os pés se os deixares tocar o chão, desaparecem os sítios de chegada, ficam apenas os de partida, já não há casas iniciais de conforto, nem sofás de anestesia colados à televisão, há apenas as grandes planicies, a pele morna do vento, o grito sem eco por dentro do peito, sapatos de pó, e uma cantilena de letras… L-I-B-E-R-D-A-D-E.
